A Nossa História

1914. Viana do Castelo.

Esta é a história de uma fábrica pequena que cresceu, de uma cidade que cheirava a chocolate, de uma pausa, e de quem não deixou a marca desaparecer.

Foto · Arquivo: a primeira fábrica
I1914

Dois sócios, um rés-do-chão, trinta quilos por dia.

António Lima e João Felgueiras abrem uma pequena fábrica de chocolate em Viana do Castelo. Começam com doze produtos. Pouco depois compram um terreno na mesma rua e trazem da Alemanha as primeiras máquinas.

Foto · Arquivo: fachada da Rua do Gontim
II1934

A cidade que cheirava a chocolate.

Na Rua do Gontim, a fábrica ganha licença para torrar café e passa a trabalhar dia e noite. Abrem depósitos no Porto e em Coimbra. Chegam às mercearias as moedas de chocolate, as violas, as garrafas e o Imperador.

Foto · Arquivo: embalagem 10R
III1950–2000

O 10R, ao quadrado.

O 10R vendia-se ao quadrado na mercearia, para comer dentro do pão ao lanche da escola. No Natal havia sombrinhas de chocolate embrulhadas em papel de fantasia, e caixas de furos com prémios.

IV

2004

Depois de noventa anos, a fábrica de Viana fecha as portas. Quarenta e oito pessoas perdem o seu trabalho.

Foto · Retrato: Luciano Costa na fábrica
V2005

Alguém não deixou a marca desaparecer.

Luciano Costa, empresário de Barcelos, compra a marca, o equipamento e a frota e recomeça a produção em Durrães. Primeiro com máquinas manuais. Depois, com um objetivo: voltar ao sabor original.

“Isto foi uma pérola.”
Luciano Costa
Foto · Fábrica e museu em Durrães
VI2015

Uma casa nova, e um museu.

Em Durrães nasce uma fábrica desenhada para ser visitada, com o Museu dos Chocolates ao lado da produção. No mesmo ano, a Avianense volta a Viana com uma loja. Hoje, os nossos chocolates viajam de Barcelos para o mundo.

Arquivo & Memórias

A história ainda está a ser escrita. Também por si.

Trabalhou na fábrica de Viana? Guarda uma lata, um embrulho, uma fotografia? Ajude-nos a completar o arquivo.

Foto · Embrulho antigo
Foto · Operárias
Foto · Lata antiga