A Nossa História
1914. Viana do Castelo.
Esta é a história de uma fábrica pequena que cresceu, de uma cidade que cheirava a chocolate, de uma pausa, e de quem não deixou a marca desaparecer.
Dois sócios, um rés-do-chão, trinta quilos por dia.
António Lima e João Felgueiras abrem uma pequena fábrica de chocolate em Viana do Castelo. Começam com doze produtos. Pouco depois compram um terreno na mesma rua e trazem da Alemanha as primeiras máquinas.
A cidade que cheirava a chocolate.
Na Rua do Gontim, a fábrica ganha licença para torrar café e passa a trabalhar dia e noite. Abrem depósitos no Porto e em Coimbra. Chegam às mercearias as moedas de chocolate, as violas, as garrafas e o Imperador.
O 10R, ao quadrado.
O 10R vendia-se ao quadrado na mercearia, para comer dentro do pão ao lanche da escola. No Natal havia sombrinhas de chocolate embrulhadas em papel de fantasia, e caixas de furos com prémios.
2004
Depois de noventa anos, a fábrica de Viana fecha as portas. Quarenta e oito pessoas perdem o seu trabalho.
Alguém não deixou a marca desaparecer.
Luciano Costa, empresário de Barcelos, compra a marca, o equipamento e a frota e recomeça a produção em Durrães. Primeiro com máquinas manuais. Depois, com um objetivo: voltar ao sabor original.
“Isto foi uma pérola.”
Uma casa nova, e um museu.
Em Durrães nasce uma fábrica desenhada para ser visitada, com o Museu dos Chocolates ao lado da produção. No mesmo ano, a Avianense volta a Viana com uma loja. Hoje, os nossos chocolates viajam de Barcelos para o mundo.
Arquivo & Memórias
A história ainda está a ser escrita. Também por si.
Trabalhou na fábrica de Viana? Guarda uma lata, um embrulho, uma fotografia? Ajude-nos a completar o arquivo.
